Tambor Indígena
| R$ 450,00 |
Destaques sobre o Tambor Indígena
I. Características Físicas e Materiais
- Classificação: Membranofone tubular cilíndrico (Etnomusicologia).
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Corpo (Caixa de Ressonância):
- Materiais: Madeira (troncos, bambu) ou cascos de animais (ex: tracajá/tartaruga).
- Formatos: Tubular/cilíndrico (Trokano), De Mão, Taça ou Ampulheta.
- Ressonância: Diretamente ligada ao tamanho; maior tambor = som mais grave e profundo.
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Membrana (Pele):
- Material: Couro animal (cabras, bois, etc.).
- Variação: Uma ou duas peles. Peles com pelos tendem a gerar timbres mais graves.
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Afinação:
- Métodos: Cordas, tiras de couro ou amarrações paralelas (permitem afinação móvel).
- Importância: A afinação regulável é valorizada para compensar variações de temperatura e umidade.
- Baqueta:
- Material: Madeira com a extremidade revestida (couro, camurça) para um toque mais macio.
- Nomenclatura: Exemplos incluem Uay/Uapi, Povi/Tori (Ticuna, feito de carapaça) e Tambor de Índios/Bombo.
II. Dimensão Espiritual e Simbólica
- Ente Vivo e Sagrado: O tambor é visto como um instrumento sagrado que conecta o mundo físico ao espiritual.
- Coração da Mãe Terra: Sua batida representa o batimento cardíaco da Mãe Terra (Pachamama), harmonizando o tocador com o ritmo da natureza.
- Instrumento Vivo: Une o Espírito da Árvore (madeira) e o Espírito do Animal (pele), exigindo respeito e reverência.
- Função Xamânica: Atua como "ponte" ou "canoa" para o xamã em jornadas espirituais, induzindo estados ampliados de consciência para buscar orientação e conhecimento.
- Cura: Associado a um forte poder de cura, auxiliando no equilíbrio emocional, limpeza energética e fortalecimento da vitalidade.
- Dualidade: Tambores com duas peles podem simbolizar a união Céu e Terra ou o equilíbrio das energias feminina e masculina.
Em resumo: O tambor indígena é muito mais que um instrumento musical; é uma ferramenta de reconexão ancestral, espiritualidade e cura.